Poster apresentado durante a III Jornada de Iniciação científica

No dia 22 de novembro de 2017, durante a III JIC, nosso grupo de pesquisa apresentou poster intitulado “Elementos da gramática visual no conto de histórias para crianças surdas: questões emergentes e resultados parciais” como parte do nosso projeto de pesquisa “Produção visual na comunidade surda: prática pedagógica, comunicação e linguagens”. Trouxemos aportes teóricos estudados pelo grupo ao longo desse segundo ano de projeto, já anunciados durante o COINES: elementos da gramática visual a partir de autores como Dondis e Leborg, visando pensar a produção de materiais didáticos e ambiência da contação de histórias para crianças surdas.

O poster analisou a experiência do grupo com a contação de histórias oferecida ao Sedin/DEBASI no final do primeiro semestre de 2017. Assinaram o poster os seguintes participantes do grupo: Andreia da Silva Oliveira (bolsista), Cristiane Correia Taveira (líder do grupo), Elen Núbia de Lima Campos (voluntária), Luiz Alexandre da Silva Rosado (professor), Stela Santos Fernandes (professora), Thiago dos Reis Viana (bolsista), Thiago Moret de Carvalho Ramos (bolsista).

Resumo do poster
A pesquisa é uma iniciativa do grupo “Educação, Mídias e Comunidade Surda” do DESU. Exercitamos, em aplicações teórico-práticas, a compreensão da visualidade em atividades didáticas (LADD & GONÇALVES, TAVEIRA & ROSADO). Nos questionamos quanto ao processo mental do surdo, quando este desliza de uma imagem para outra imagem, as conectando em sucessivas linkagens. Este processo, mais próximo ao fazer artístico, também se constitui aplicação e refinamento dos elementos constituintes de uma gramática visual (DONDIS, SANTAELLA). Assumimos, quanto a esta gramática, o desmembramento de suas características, tais como texturas, formas, tamanhos, dimensões, visando criar a ambiência propícia aos leitores visuais. Mesmo com o conto das histórias em Libras, os elementos utilizados no cenário combinados com o uso de classificadores e expressão corporal, objetivaram a ampliação sensorial da interação com as histórias. Estas foram contadas para crianças surdas de 2 a 5 anos, do SEDIN, que possuíam domínios diferentes da Libras. Os envolvidos com a narrativa descreveram os cenários, apresentando os objetos utilizados em cada história. As reações das crianças foram diversas: 1. Menina que queria bater na madrasta, mostrando o entendimento de que a mesma era má; 2. Menino, que por morar em um sítio andou a cavalo de pau na cenografia, fazendo conexões com o cotidiano; 3. Aluno deu um sinal de batismo para a personagem principal de uma das histórias, compatível com os traços característicos do personagem. Nos coletivos: 4. Crianças repetiram os classificadores para o uso da flecha na caça e em outras atividades cotidianas da aldeia indígena; 5. Crianças levantando para ajudar a montar o casco da tartaruga da Fábula, quando a mesma cai e quebra o casco; 6. Cenas principais dos heróis, que culminam no ápice das histórias eram facilmente reencenadas. As crianças conseguiram demonstrar a compreensão através do jogo simbólico com objetos e atos.

Acesse o poster aqui

 

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Projeto “Informativos do DESU”

No primeiro semestre de 2017 a professora Claudia Pimentel, ao assumir a Coordenação de Curso de Pedagogia do DESU, sugeriu que existissem informes bilíngues para que os alunos surdos de nosso departamento tivessem acesso às informações cotidianas e pudessem participar melhor da vida acadêmica. Esses informes deveriam ser produzidos em vídeo, com Libras e Língua portuguesa.

Com essa proposta em mente, iniciamos os estudos de infra-estrutura para que tivéssemos no Hall do DESU uma TV que pudesse transmitir continuamente esses informes. A Divisão de Informática nos sugeriu uma TV com entrada USB e com reprodução em loop dos vídeos, nos fornecendo inclusive cabo e pendrive próprios. Conseguimos a TV, a transferimos para o andar térreo do DESU, mas agora faltava o formato de produção para esses informes.

Alexandre Rosado, um dos líderes do nosso Grupo de Pesquisa, com a experiência acumulada em design e comunicação, criou o formato de cards (cartões) com duração entre 30 segundos e 1 minuto, que poderiam ir sendo acrescentados e que deveriam ser rapidamente produzidos para imediata veiculação, visto que os informes são dinâmicos e duram de algumas semanas a no máximo 2 meses em nossa TV. Cada seção do informativo possui uma cor própria e um desenho diferenciado no lado direito da barra de título, ajudando a identificar os tipos de informes. Os vídeos passaram a ser gravados no lado externo do DESU, com tripé e celular com suporte apropriado, obtendo boa luz entre 10 da manhã e 3 da tarde, indo em seguida direto para o computador.

A solução de software encontrada foi a utilização do Microsoft Power Point, que permite rápida edição de vídeo e inserção no formato dos cards, usando ao máximo o potencial deste software (transições, cortes, temporizador), encontrado em qualquer computador do departamento.

Abaixo algumas fotos dos bastidores desse projeto, um trabalho de aplicação prática para ambientes de educação bilíngue de surdos.

Os informativos também podem ser assistidos online na página do INES.

A teatralização de um clássico: Cinderela Surda

A história “Cinderela Surda”, um clássico da Literatura Surda, foi apresentada em 11 de julho de 2017. O cenário foi projetado pela Professora Cristiane Taveira, já o roteiro da peça foi reorganizado por bolsistas Thiago Moret e Indira Cardoso. O figurino da Cinderela foi produzido pela própria aluna Indira. O livro sensorial foi feito especialmente de forma ampliada e texturizada tendo sido necessário um semestre para viabilizar a organização desse rico material. Contamos com a ajuda da turma de 6º período 2016.2 para o planejamento desta proposta de teatralização.

O Pôster intitulado “Performance Surda em Libras: o conto da história Cinderela Surda” contou com maioria de alunos Surdos na concepção dos materiais para a montagem da teatralização. Os autores dessa primeira etapa consta do arquivo online de nosso Grupo de Pesquisa.

A etapa posterior, seis meses após a primeira, foi executada por Thiago Moret, Indira Cardoso, Andre Aragao, Ilson Espírito Santo e as professoras do DESU que acompanhavam o estágio no SEDIN-INES, as profs Cristiane Taveira e Claudia Pimentel. O trio Ellen, Cristiane e Claudia representam madrasta e filhas contra o casal principal formado por Thiago Moret e Indira. A fada foi composição de Ilson. Por fim, Cleudes costurou nossas esvoaçantes saias nas mesmas cores do livro ampliado e adaptado.

Vejam a seleção de fotos deste marcante dia de conto e reconto de história.

Festa no Céu: um conto de nosso folclore

A história “Festa no Céu: um conto de nosso folclore”, de Angela Lago foi apresentada em 27 de junho de 2017. As maquetes foram produzidas por Ellen Nubia em conjunto com alunos de 6º período do semestre 2016.2, incluindo a casa em miniatura com iluminação própria! O cenário, vestimentas e pintura de rosto foram realizados pela Professora Cristiane Taveira. O roteiro da peça foi reorganizado pelos bolsistas Thiago Moret, Thiago Reis e Viviane Souza. A Equipe teve a mútua colaboração de André Aragão, Thiago Reis e Thiago Moret na tradução da história para a Libras e na teatralização da mesma para a faixa etária de 3 a 5 anos – alunos da educação infantil do INES.

A primeira etapa de preparação do material e de formas de compreensão para variados aspectos dessa história – uso de instrumento musical, de dança, bichos com pelos, carapaça e penas entre outros itens – nos ocupou um semestre letivo de equipe que consta no Pôster intitulado “Adaptação da fábula Festa no Céu: o uso de objetos 2D e 3D“.

Da elaboração da montagem em 2017.1 participaram alunos cursistas com bolsas, voluntários e integrantes do nosso Grupo de Pesquisa, alguns deles: Thiago Moret, Viviane Souza, Ellen Nubia, Thiago Reis e André Aragao.

A presença de um aluno pesquisador surdocego se deu em mútua colaboração: para que o mesmo explorasse objetos sensoriais em suas práticas de estágio e para que nós debatêssemos formas de ajustar a faixa etária as diversas adaptações (em Libras, Libras-tátil, tradução-interpretação surdo/surdo “em espelhamento”). abaixo estão algumas fotos do dia da apresentação.

 

A lenda da erva-mate: um reconto para além do livro

A história “Lenda da Erva-mate” faz parte do Projeto Mãos Livres UFSM coordenado pela profª Melania de Melo Casarin. Encomendamos exemplares da publicação e fizemos uma adaptação para teatro com conto de história. A apresentação foi realizada em 13 de junho de 2017 para alunos da educação infantil do INES.

Os materiais de composição do cenário foram produzidos pela Professora Cristiane Taveira em conjunto com alunos de 6º período do semestre 2016.2. O roteiro da peça foi organizado por esta mesma turma durante seis meses de trabalho com o texto. O trabalho com glosas e a percepção de usos de materiais sensoriais foram aprimorados por uma equipe composta por bolsistas e alunos cursistas de extensão.

Esta segunda etapa de refinamento dos usos de materiais e da técnica para o conto de histórias teve a participação de Thiago Reis, André Aragao, Thiago Moret, Fernanda Rocha, Mônica Mendonça, Jeferson Belchior, Ilson do Espírito Santo.

Selecionamos algumas fotos deste dia de contação de histórias.

Lançamento do livro “Letramento visual e surdez”, organizado por Tatiana Lebedeff

É com grande satisfação que anunciamos o lançamento do livro Letramento visual e surdez, obra organizada pela pesquisadora Tatiana Lebedeff.  Nesta obra temos a participação dos líderes do nosso Grupo de Pesquisa, Cristiane Taveira e Alexandre Rosado, com o capítulo “O letramento visual como chave de leitura das práticas pedagógicas e da produção de artefatos no campo da surdez”.

Sobre a obra

O Letramento Visual pode ser compreendido como a área de estudo que lida com o que pode ser visto e como se pode interpretar o que é visto. No caso dos surdos, a experiência visual, compreendida como artefato cultural, intensifica a importância de práticas de Letramento Visual, ou seja, o Letramento Visual, no campo da surdez, precisa ser compreendido a partir de práticas sociais e culturais de leitura e compreensão de imagens.

Os textos que compõem este livro apresentam experiências de Letramento Visual que priorizam (eliciam) a experiência visual dos sujeitos surdos em diferentes áreas do conhecimento. Os autores, sem pretender essencializar o surdo enquanto sujeito visual, desafiam o leitor a transcender para um outro mundo, mundo que prescinde de som e que se organiza e é interpretado pela imagem e pelo espaço de visualização: a língua é visual, a didática é visual, a arte é visual, o espaço arquitetônico é planejado em relação à língua visual, a acessibilidade é visual, entre tantas outras possibilidades de interfaces.

O livro pode ser adquirido no site da editora, através do link: http://wakeditora.com.br/loja/product_info.php?products_id=1042

 

Oficina na VII Semana Pedagógica do INES e pôsteres da Jornada de Iniciação Científica

Um breve relato da Oficina SEMAP “A utilização de materiais didáticos para conto e reconto de histórias – experimentação livre”.

No último dia 16 de março, nosso Grupo de Pesquisa promoveu um laboratório prático com a participação de bolsistas, membros do grupo e alunos do 6º período (manhã e noite).

A ideia foi de usar a ampla sala da Pós-graduação e oferecermos instalações com materiais de cinco contos de história: Cinderela Surda, Rapunzel Negra, Lenda do Mate. Fábula Festa no Céu e Fábula Assembléia dos Ratos.

Ofereceremos aos participantes instalações com o uso de materiais didáticos, ao modo de um grande laboratório de experimentações em formato de circuito, com estações de trabalho para experimentações dos materiais didáticos.

O objetivo foi sensibilizar professores, estudantes de Pedagogia ao maior investimento na produção e no uso de material didático (2D, 3D, maquete etc).

Pensamos a oficina como forma de transformar a ação pedagógica, com seus materiais didáticos como poderosa ferramenta para o conto e reconto de histórias, dando acessibilidade e maior impacto ao letramento visual.

Os materiais sensoriais e o uso da narrativa em Libras também são de grande importância, sem nos esquecermos da Língua Portuguesa escrita sempre visível.

Entra para neste trabalho tanto as habilidades manuais e artesanais básicas quanto a roteirização e a direção de vídeos para contos de história. O experimento do uso das instalações foi livre, com os grupos de conto de histórias recepcionando os participantes, que ficaram extasiados.

 Jornada de Iniciação Científica

No dia 17 de março ocorreu a JIC – Jornada de Iniciação Científica, evento complementar à Semana Pedagógica. A professora Cristiane Taveira convidou o Professor Surdo Ricardo Boaretto para fazer a mediação na sala 107 do DESU, contribuindo com os alunos que trouxeram seus pôsteres impressos. Foram seis apresentações do nosso Grupo de Pesquisa.

Passaram nessa sala para avaliação dos pôsteres os professores organizadores da própria JIC, sendo representandos pela Professora Drª. Surda Ana Regina Campello e também pela Professora Mestranda Surda Nívea Ximenes.

O professor Ricardo Boaretto fez o fechamento e a avaliação das apresentações com a Professora Cristiane Taveira. A Diretora do DESU, Tanya Amara Felipe, também esteve na sala e fez perguntas, assim como o público numeroso presente.

Os orientandos, bolsistas e alunos de Pedagogia que se envolveram nos Cursos de Extensão de produção de material didático, conto de histórias e Teatro (do Professor Luiz Claudio Carvalho) se sentiram prestigiados.

 

 

Nosso minicurso durante o Congresso do INES 2016: três dias de intensa aprendizagem

14939481_1170004046400230_103497140726556178_o-1Nos dias 26, 27 e 28 de outubro de 2016 o nosso grupo de pesquisa realizou o minicurso “Da história impressa ao vídeo: a produção de materiais didáticos na surdez”, baseado nos escritos do pesquisador surdo Paddy Ladd junto com Janie Cristine Cantarelli Amaral, além dos trabalhos de pesquisa e aplicação de estratégias de letramento da professora Tatiana Lebedeff. Nos três dias do minicurso a turma manteve-se cheia e conseguimos atingir nosso  objetivo: ensinar as etapas básicas do conto e reconto de histórias para o letramento de crianças surdas e produzir, junto com os alunos, um vídeo com uma das cenas de cada história apresentada.

A leitura compartilhada de histórias infantis

No dia 26, a professora Cristiane Taveira fez a abertura apresentando o Shared Reading Project – Projeto de Leitura Compartilhada. Foram utilizados alguns vídeos de poucos minutos do Diário de Fiorella (bebê surda), realizados por Fabiano Rosa e Francielle Cantarelli  (pais surdos de Fiorella e também doutorandos) para fundamentar a importância da leitura de histórias a partir de didáticas surdas. Em seguida, a intérprete Alessandra Delmar Scarpin, em parceria com o Aluno Surdo de graduação e Instrutor de Libras Thiago Reis Viana, mostraram a aplicação da Leitura Compartilhada, do conto e reconto de histórias exatamente da forma como aconteceu, na prática, no DESU-INES. A Monografia em Libras e uma versão em português da aluna Alessandra Scarpin está disponível aqui em nosso site.

Dando continuidade ao minicurso, o professor Alexandre Rosado fez uma breve introdução sobre como se constrói um Roteiro de história. Ele mostrou em slides com gráficos-síntese sobre tempo-espaço, personagens (herói, protagonistas, mentor, vilão, coadjuvantes, cenário), pré e pós-produção. Dessa forma, nossos alunos conseguiram visualizar o processo completo pelo qual passariam durante o curso, desde a roteirização de uma cena até a fase de gravação e edição.

Finalizamos o primeiro dia levando os alunos a se familiarizarem com histórias infantis. Mostramos que existem os materiais didáticos para auxiliar a produção do conto de histórias. Oferecemos quatro histórias em quatro stands para o manuseio de diversos tipos de materiais que culminaram em produção de roteiros para a produção de vídeo no dia seguinte.

Os debatedores finais desta data foram as professoras Stela Fernandes e Cláudia Pimentel, e os ex-alunos da Pós-graduação Luiz Claudio Oliveira e Alexandre Albuquerque. Estes integrantes de nosso GP, com o auxilio de nossos bolsistas, mediaram o debate final.

Roteirização de histórias

No dia 27, a ênfase foi no processo de roteirização de vídeo, a começar por apresentação de Maria Inês Ramos e a sua vivência de estúdio no DDHCT/INES e na TV INES/Acerp. A Professora Maria Inês relembrou um pouco sobre as etapas de Roteiro e se aprofundou em um exemplo de uso de storyboard.

Em seguida, a professora Cristiane Taveira e os bolsistas e membros do Grupo de Pesquisa auxiliaram os participantes a se familiarizarem com quatro histórias: Dois amigos e um urso e Festa no Céu (fábulas); Patinho Surdo e Feijãozinho Surdo (literatura surda). As histórias foram acompanhadas por materiais produzidos pelos alunos das turmas do curso de Pedagogia bilíngue do Departamento de Ensino Superior do INES. A partir deste material, cada Grupo escreveu e desenhou os tópicos do que aconteceria na cena escolhida. A partir da roteirização de cena, o professor Alexandre Rosado dirigiu a gravação acompanhado por Cristiane Taveira, recuperando os rascunhos de roteiro e pensando a melhor forma de gravar cada take.

Ao  final deste segundo dia, a debatedora Maria Inês Ramos deu a palavra aos participantes e aos membros do GP para considerações finais.

Edição de vídeo a partir das gravações de uma cena

O último dia, 28 de outubro, iniciou com uma apresentação prática de manuseio do programa Adobe Premiere, voltado para a edição de vídeos. O professor Alexandre Rosado mostrou o passo a passo de uso do programa projetando cada etapa de trabalho no telão que foi montado no estúdio. Todos acompanharam passo a passo apenas observando nesse primeiro momento. Após essa familiarização com os elementos de um editor, fizemos uma pequena edição para cada roteiro de história, ajudando os alunos a visualizarem as etapas na prática com o material gravado no dia anterior.

O fechamento do Minicurso, que começou com os vídeos da bebê surda Fiorella, terminou com três palestras sobre a importância de fazer vídeo. A primeira palestra foi do coordenador da Educação bilíngue de surdos em Niterói, o Professor Robson de Souza, convidado e gentilmente cedido pela Secretaria Municipal de Niterói. Evidenciando seu autodidatismo, ele demonstrou a efetividade do esforço para a aprendizagem de técnicas e busca de aprofundamento no uso de vídeos em Libras para registro de diversos gêneros em língua de sinais a partir do exemplo de sua relação de pai e professor de surdo.

Seguimos com mais duas palestras de dois dinamizadores Surdos sobre a importância de fazer vídeo. A primeira com a professora e pedagoga Daniela de Carvalho Cruz, ex-aluna DESU-INES, que explicou um pouco de seu trabalho com vídeos e dos diferentes tipos de leitores.  Em sequência, Aulio Nóbrega, apresentador da TV INES e Pedagogo, ex-aluno DESU-INES, relatou o seu trabalho com vídeos de Animação e a sua experiência de trabalho na TV. Ambos trabalhos estão disponíveis em Libras em nossa página do grupo de pesquisa.

Podemos concluir que o Minicurso foi muito bem avaliado pelos participantes e se manteve cheio ao longo de três dias. Sorteamos livros e DVDs de literatura surda diariamente e alcançamos todos os objetivos previstos com essa proposta contando com todo o apoio dos Bolsistas de PIC-INES e Pro-Ext INES (em ordem alfabética): Andreia Oliveira, Michelly Garcia, Thiago Moret, Thiago Reis, Viviane Souza. Agradecemos a participação de alunos da Graduação do DESU-INES e os professores de vários municípios vizinhos ao Rio de Janeiro e de faculdades parceiras.

Oficinas sobre Roteiro e Edição de Vídeo do curso de extensão “Criação e produção de mídia”

Aconteceram nos dias 13 e 20 de outubro as oficinas do Módulo 3 do curso de extensão “Criação e produção de mídia: imagem, vídeo e publicação digital”.

As oficinas foram divididas em duas partes. Na primeira, tratamos da criação de roteiros, com o estudo de três histórias da literatura surda e a escolha de uma cena para gravação. Foram montadas três estações de gravação com objetos criados pelos alunos do curso de Pedagogia Bilíngue do DESU, incluindo cenários e bonecos de personagens participantes de cada história e um fundo verde (Chroma).  A turma, dividida em três grupos, escreveu o roteiro de sua cena e depois gravou a encenação com os personagens.

Na parte final fizemos uma prática de edição de vídeo na sala Revoluti, recém criada para atividades com mídias digitais. Utilizamos o software gratuito de edição Shotcut, apresentando suas principais funções para que a cena gravada na primeira parte fosse editada com o cenário de fundo fotografado (aplicação do efeito com chroma key). Os alunos aprenderam, dessa forma, os conceitos de pré-produção, produção e pós-produção.